Estamos na IV Revolução Industrial

O que muda com a Revolução Industrial 4.0?

IV Revolução Industrial

Viva! Estamos na IV Revolução Industrial! Estamos em uma era que alterará fundamentalmente a maneira como vivemos, trabalhamos e nos relacionamos uns com os outros. O que separa isso da história anterior, entretanto, é a confluência  em que a velocidade e o impacto da automação industrial, tecnologia e biologia se desenvolveram, chegando ao que Klaus Schwab, do Fórum Econômico Mundial, apelidou de a quarta revolução industrial.

A primeira revolução industrial começou no Reino Unido, numa época em que poderíamos chamar de "oficina do mundo"; impulsionada pela invenção da máquina a vapor, atingiu seu auge em meados do século XIX. Isto foi seguido por ondas revolucionárias de produção em massa no final do mesmo século na América, e a revolução do computador da década de 1960.

Revolução Industrial 4.0

Momento de disruptura

Está havendo um impacto sem precedentes nos empregos e nas habilidades exigidas: Previu-se que, em 2020, 35% das habilidades consideradas importantes há alguns anos iriam mudar (World Economic Forum, 2016). E de acordo com o Bureau of Labor Statistics (2018), haveria um aumento de 31% no número de desenvolvedores de aplicativos e 24% para desenvolvedores de software - o que significa que a força de trabalho atual precisará de requalificação. O famoso ditado do economista Eric Brynjolfsson “a tecnologia sempre destruiu velhos empregos e criou novos” nunca pareceu mais relevante.

Como nas revoluções anteriores, haverá uma série de pontos positivos e, por outro lado, muita dor. Haverá interrupções, haverá  pioneiros e a velha resistência que já insurge derrotada. Uma das dores como resultado de uma revolução industrial é a ruptura do cenário atual; isso é sempre perigoso para as empresas, mas as rupturas digitais estão acontecendo mais rápido do que nunca.

É essa ruptura que liga as empresas à Teoria da Evolução de Darwin - na esteira de mudanças massivas, seja uma revolução industrial ou uma era do gelo, não são as mais fortes ou maiores, mas aquelas que são capazes de se adaptar ao cenário em mudança, que tem a melhor chance de sobrevivência.

Futuras especialidades

Novo mundo, novas habilidades

Como tudo isso afeta a força de trabalho atual? O Fórum Econômico Mundial (2016) descreve as 10 principais habilidades necessárias para "prosperar" na revolução - negociação e flexibilidade começam a cair na lista conforme os gerentes recorrem a robôs que serão mais eficientes na tomada de decisões baseadas em dados para nós, e vice-versa para as habilidades que os robôs são incapazes de fazer - a criatividade será mais exigida, pois os humanos precisarão pensar em maneiras de reagir e gerenciar a enxurrada de mudanças. Os robôs, até agora, não são tão criativos quanto os humanos. Começando de baixo para cima, o governo e as instituições acadêmicas precisam estar cientes e pró-ativos na qualificação e retreinamento à luz da demanda em constante mudança de habilidades.

As 10 competências mais procuradas

Top 10 habilidades

A quarta revolução também está baseada em mudanças no uso lexical - advento da Web 2.0  e "internet das coisas" - esta última sempre aparecia escrita entre aspas, agora referida como IoT (Internet of Things), parece um termo tão arcaico quanto AOL, ICQ, Orkut ou uma alusão a um vídeo da Blockbusters. No futuro, a necessidade do advérbio "digital" como um sufixo para anúncios de empregos não existirá, pois o digital estará totalmente integrado a todos os ramos e especialidades.

O que vem depois?

É fato que o mundo está mudando. O termo "novo normal" vai muito além de p@ndemi4s, uso de máscaras, afastamento social e etc. A IV Revolução Industrial é a grande pancada que tirará toda a humanidade do lugar, pois não haverá chances para quem não se reinventar, não se adaptar ao novo mundo que está gradativamente sendo imposto nos bastidores. Enquanto isso, a mídia convencional cumpre seu papel de despistar os incautos.

A tendência da substituição da mão de obra humana por máquinas autônomas é crescente. A Uber surgiu num momento de crescente desemprego e absorveu milhões de trabalhadores do velho mercado. Mas o que acontecerá quando os veículos autônomos se tornarem uma realidade em todas as cidades do mundo? E quando as pizzas forem entregues por drones? E quando um novo presentinho chinês chegar ao Brasil? Como ficará seu negócio físico ainda em recuperação do impacto do primeiro? Quando governos começarem a substituir servidores concursados por máquinas que não ficam doentes, não vivem fazendo greves, não prevaricam, nem trabalham de má vontade?

Vivemos os últimos momentos dessa transição. Já passou da hora de se atualizar e migrar definitivamente para o digital. Fora dele, não sobrará pedra sobre pedra. Estamos prestes a viver algo sem precedentes. Prepare-se!

Fonte: The Digital Revolution for Marketers Blog
Sarah McLellan - University of Brington
Home

1 comentário em “Estamos na IV Revolução Industrial

  1. Pingback: O que é Marketing Digital? Como investir nisso? | Yassutaro TI & Web

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.